Você consegue desvendar a emoção que alguém está sentindo através da expressão facial?
De acordo a descoberta de Paul Ekman, as emoções básicas possuem expressões faciais inatas e universais, reconhecidas por povos de culturas de todo o mundo, inclusive os que vivem mais isolados, que nunca, se quer, tiveram contato com televisão ou cinema.
Durante a pesquisa foram mostradas fotos que retratavam expressões faciais de precisão técnica a pessoas de culturas remotas, como tribos isoladas e foi constatado que em todos reconheciam as mesmas emoções básicas.
A partir dessa pesquisa que estudou por vários anos diversos povos espalhados por todo globo, Se confirmou a existências 7 emoções básicas que possuem características específicas, baseadas em suas expressões faciais, são elas: alegria, tristeza, raiva, aversão, surpresa, medo e desprezo.

Isso significa que independente da cultura que se foi criado e que se vive, ao experienciar uma das emoções as pessoas vão mover os mesmos músculos faciais.
Essas emoções são consideradas bases porque são inatas, não dependem de aprendizagem. Estão configuradas em nosso código genético e são resultado da evolução e adaptação da espécie.
TRISTEZA – Para que servem essas lágrimas?
A tristeza faz parte das 7 emoções básicas que naturalmente você irá sentir em algum momento. Assim como as demais emoções, a tristeza tem o seu papel, uma mensagem a comunicar e uma função biológica a cumprir.
Ela se caracteriza por uma queda de ânimo e uma redução significativa no nível de atividade cognitiva e de conduta, com o objetivo de economizar recursos e evitar que façamos esforços desnecessários.
Atua de maneira autoprotetora, em situações onde a pessoa se encontra impotente ou não pode dar continuidade a nenhuma ação direta para solucionar o que lhe traz sofrimento, gerando um filtro perceptivo que centra a atenção na própria pessoa no lugar de um estímulo danoso. Serve como um pedido de ajuda, instigando a busca do apoio social.
O lado bom da tristeza
A tristeza nos permite viver um tipo de estado reflexivo, que nos faz pensar no significado de nossas vidas, nas escolhas que fazemos e contribui para que possamos fazer ajustes e traçar novos planos. Além de nos dar a chance de valorizar as emoções mais positivas.
Deixa que a tristeza chegue, se manifeste, ouça-a, acolha-a e então, a transforme em APRENDIZADO!
Cuidado! Não a deixe ser prolongada. Busque apoio social para te ajudar a sair de uma situação triste.
Medo – Fugir ou lutar
Do que você tem medo? O medo, normalmente, te paralisa, te impulsiona a fugir ou a enfrentar
Paralisar diante do medo ou fugir não tem nada de errado. É uma reação natural, caracterizada pela ativação involuntária e muito elevada do cérebro que libera substâncias que disparam o coração, tornam a respiração ofegante e contraem os músculos e incita o ato de evitar ou de escapar de situações perigosas.
O medo é a resposta emocional a uma ameaça imediata e, é claro que nem todos experimentam o medo da mesma maneira.
O medo é um estado de alerta extremamente importante para a sobrevivência humana. Uma pessoa sem medo nenhum pode se expor a situações extremamente perigosas, arriscando a própria vida, sem medir as possíveis consequências trágicas de seus atos.
O lado bom do medo
O medo é uma sensação que coloca o organismo em estado de alerta, diante de algo que se acredita ser uma ameaça. Algumas pessoas podem ser mais sensíveis ao medo e certas situações ou objetos, como no caso de pessoas que sentem medo de altura, já outras gostam de praticar esportes radicais.
De acordo com Freud, o pai da psicanálise, “sem medo, poderíamos ficar sem motivação de competir, inovar” ou seja, o medo conduz o homem a lutar por seus objetivos.
Quem hoje enfrenta o medo, um dia já paralisou ou fugiu. E hoje escolhe enfrentar.
Aprenda com suas reações automáticas, transforme-se, cresça, mude, enfrente os desafios e se supere.
SURPRESAAAAA!
A surpresa é uma emoção neutra, nem positiva nem negativa. Uma das emoções mais breves, durando apenas alguns segundos e se vincula rapidamente a outra emoção que seja coerente com a situação, ou por nenhuma outra, caso não seja avaliado como importante.
A função biológica da surpresa é interromper uma ação em andamento e reorientar a atenção para um novo evento, possivelmente significativo. Há um redirecionamento automático do foco para os novos estímulos e, por um breve momento, isso causa tensão nos músculos, principalmente nos do pescoço.
O lado bom da Surpresa
O propósito da surpresa é esvaziar a memória do trabalho de toda a atividade residual para poder enfrentar o estímulo inesperado. Para isso, a surpresa ativa os processos de atenção junto com o comportamento relacionado a explorar e a curiosidade. Além disso, pode chegar a afetar crenças sobre outros acontecimentos.
Desprezo
Você já se sentiu desprezada ou desprezou alguém?
O desprezo é a emoção mais recente considerada pela comunidade científica como emoção básica humana. Está relacionada à sensação de superioridade (geralmente moral) em relação a um indivíduo, grupo, atitude ou ideia.Por isso, preze pela empatia e nunca se deixe no papel de desprezado. Saiba exatamente quem é, conheça seus valores, virtudes e qualidades. Fortaleça sua autoestima e seja autora da sua própria história.
A função do desprezo é afirmar status, prioridade e autoridade. E isto pode ocorrer em indivíduos que estão incertos quanto a seu próprio status e capacidade. É o grande contraponto da empatia. Sua vivencia diminui a percepção empática do outro e desqualifica sua condição. No desprezo, qualquer envolvimento é dispensado, tido como desperdício.
O desprezo é ruim para ambas as partes
Embora o desprezo cause a sensação de superioridade, não é descrito como uma sensação agradável por quem o vivencia. Seja de forma ativa ou passiva, o desprezo, só leva à infelicidade e tristeza.
O desprezo é combustível para uma baixa autoestima, sentimentos de culpa, vergonha e até transtorno de estresse e a ansiedade. Ele é o oposto da empatia. Ele ergue muros, ao invés de criar pontes. Quando continuo, o desprezo gera não apenas danos psicológicos, mas também afeta a própria saúde física.
5 dicas de como lidar com alguém que te ignora – Desprezo
É provável que em algum momento da vida você já tenha se sentido desprezada.
E quando esse sentimento parte de alguém que amamos, é uma das piores coisas… algo muito doloroso que aos poucos pode nos destruir por dentro.
1 – Valorize-se
Regra número 1: Amai aos outros como a ti mesma. Se você não se valorizar ou se amar, ninguém será capaz de fazer isso. Por isso, se valorize!
Tenha consciência de suas qualidade: Pense sobre suas realizações, virtudes e características positivas e faça uma lista com pelo menos 20 delas. Se sentir dificuldade, peça ajuda a uma pessoa próxima Perceba que você é uma pessoa especial e que merece ser amada da mesma forma que consegue amar o outro.
2 – Foque no círculo do controle
Foque nas coisas que você pode controlar: suas decisões, suas palavras, seus pensamentos, suas ações, seus erros, suas escolhas…
É impossível controlar os desejos e sentimentos das outras pessoas. Portanto, não fique remoendo e lamentando algo que você não pode mudar. É um grande desperdício de tempo e energia. Você não muda ninguém. As pessoas mudam, quando você muda primeiro.
3 – Estabeleça limites Identifique seus limites.
Pense no que a deixa chateada ou estressada, em tudo o que considera inaceitável em um relacionamento e nas suas necessidades que não estão sendo atendidas.
Em seguida, usando a técnica XYZ, tenha uma conversa clara e objetiva: “Quando você diz/faz X eu me sinto Y e gostaria que você fizesse Z pois tenho a necessidade (diga a sua necessidade não atendida). Não esqueça de ouvir com empatia a necessidade do outro também.
4 – Mude o foco
Tudo que você coloca foco, expande. E se você quer deixar de ser ignorada/desprezada, mude o foco.
Invista em ações positivas e que trarão benefícios para a sua vida, tais como: fazer um curso sobre algum tema que desperte interesse, focar na vida profissional, aprender uma nova língua ou fazer uma viagem. Atitudes como essas movimentam sua rotina, podem te distrair da dor e ajudam a aumentar a autoestima e sua autoconfiança.
5 – Desenvolva sua inteligência emocional
Investir no desenvolvimento da sua inteligência emocional traz consciência sobre os padrões dos seus relacionamentos, revelam crenças limitantes e comportamentos que prejudicam sua vida e suas relações. Além disso, desenvolve a capacidade de identificar as emoções, verificar se elas são proporcionais aos acontecimentos, administrar a sua intensidade e agir de acordo com as circunstâncias.
Raiva – Perfeitamente normal e saudável
Qual foi a última vez q você sentiu raiva? Você lembra o motivo que a fez se sentir assim?
A raiva é uma resposta natural, adaptativa a ameaças; desencadeia sentimentos e comportamentos poderosos, frequentemente agressivos, que te permite lutar ou se defender. Uma certa quantidade de raiva é, portanto, necessária para a nossa sobrevivência. Multifacetada e ambígua, a raiva, nem sempre é justificada e o objeto nem sempre é claramente identificado.
A nível fisiológico, identificamos no corpo um aumento excessivo da ativação e uma preparação para a ação. A raiva tem uma função evolutiva clara, nos fornecendo recursos necessários para enfrentar uma situação frustrante, algum perigo ou superar um desafio, nos ajudando a ter sucesso.
Como lidar com a raiva
O sentimento de injustiça gera a raiva para que possamos agir em prol do que acreditamos. Portanto, uma raiva moderada e controlada pode ser útil para ajudar a entender o que está errado em sua vida e buscar motivação para possíveis soluções.
A raiva excessiva e constante é muito nociva por isso, invista no autoconhecimento. Reflita sobre os momentos que você se irrita e quais os possíveis motivos. Está relacionada a um assunto específico? Qual necessidade sua não está sendo atendida?
Segundo a CNV, quando sentimos raiva, essa raiva não está relacionada a uma pessoa ou situação e sim nas nossas necessidades não atendidas.Entenda como você expressa sua raiva e para evitar reagir negativamente, acalmar a mente e se livrar da tensão, você deve respirar fundo, se afastar do ambiente e/ou situação que disparam seus gatilhos, focar em outras coisas, se distrair, como: contar até 100, escrever sobre seus sentimentos.
Por fim, pratique a empatia e aceite a realidade.
Aversão – “Escute” e Respeite
Você já sentiu aversão em relação a uma pessoa, coisa, situação e mesmo assim “seguiu em frente” e no final, se arrependeu?
Pois é… todas as emoções são úteis. A aversão, chamada também de nojo, tem a função de nos resguardar diante de situações, pessoas ou coisas que podem colocar nosso bem estar físico e psicológico em risco.
Aversão é um sentimento de repulsa, algo que afasta de alguém ou alguma coisa. É, claramente, uma emoção negativa. A aversão/nojo pode ser desencadeada pela observação de matéria deteriorada ou eventos que traduzam, no campo do pensamento abstrato, uma degradação dos valores sociais aceitos, sendo que não são só os gostos, cheiros, etc., que podem provocar nojo, mas também as ações e ideias.
A aversão/nojo está intimamente relacionada com algo que o sujeito julgue ser prejudicial para si ou que lhe possa ser desagradável, a nível físico e/ou a nível psicológico, cumprindo uma função de proteção, rejeitando todos os estímulos que podem provocar qualquer prejuízo ao indivíduo, seja ele real ou imaginário.
O lado bom da aversão
A aversão, também chamada de nojo, nos ajuda a sermos seletivos e fazer as melhores escolhas.
Servindo para preservar, inclusive nossa saúde e bem estar. Pois, se comermos um alimento estragado, por exemplo, é provável que passemos mal, podendo ter uma infecção alimentar mais grave, o que coloca nosso bem estar, e até nossa vida, em risco.
Alegria – Muito mais que “sorrir”
A alegria é a única emoção básica positiva. Estar alegre está diretamente ligado à autoestima, que geram impulsos que fortalecem e aumentam a energia e motivação, contribuindo nas tomadas de decisões.
A alegria está associada de forma direta com o prazer e a felicidade. Ela surge em resposta a conquistas, realizações e vitórias.
Pela forma como a manifestamos, pode parecer que ela não tem nenhuma função para nossa sobrevivência além de ser um mero reflexo do nosso estado interno. Mas não é bem assim.
A alegria nos impulsiona a agir, nos da energia e motivação. Além de nos deixar mais criativas, pois aumenta nossa capacidade cognitiva e nos faz encontrar alternativas e soluções para questões que, muitas vezes, tínhamos pensado muito mas não chegamos a uma conclusão.
A alegria facilita o desejo do sujeito de se envolver em atividades sociais, facilitando e fortalecendo as interações sociais e tornando a vida mais agradável, contrabalanceando as experiências negativas, permitindo a preservação do bem-estar.
Entretanto, nunca perca o equilíbrio. Tenha me mente que tudo na vida passa, seja uma coisa boa ou ruim.
A nível fisiológico encontramos um aumento da frequência cardíaca e um maior ritmo respiratório. Além disso, na química cerebral nos deparamos com uma maior liberação de endorfinas e dopamina.
O Lado B da Alegria
Alegria é considerada uma “emoção de expansão”, nos traz sensações como: leveza, serenidade e plenitude. No entanto, se não soubermos manejá-la bem, ela pode nos conduzir para a euforia, frustração ou até mesmo para a tristeza
O ideal é trabalharmos a consciência de que tudo passa (tanto as emoções boas de serem sentidas e também as ruins), entendendo o movimento da vida, na qual nada é eterno e imutável.
Qual foi a última vez que você sentiu alegria?

Sou apaixonada pelas possibilidades que o mundo digital nos oferece. Amo pesquisar, ler, explorar, experimentar e falar. Encontrei, aqui, um excelente lugar, onde eu posso “conversar” e compartilhar tudo que aprendo. O que me faz evoluir, crescer e aprender ainda mais.
