Encontrar o amor em um mundo cada vez mais digitalizado ficou mais fácil. À medida que a sociedade evolui, as formas de buscar relacionamentos também se transformam, e os aplicativos de namoro se tornaram uma ferramenta muito popular e bem acessível.
No entanto, para as mães solos, essa busca por amor online muitas vezes traz consigo uma série de desafios e obstáculos únicos. Desde o estigma social até a discriminação por parte dos pretendentes, essas mulheres corajosas enfrentam uma série de adversidades que precisam ser reconhecidas e superadas.
Neste artigo, mergulharemos nas experiências das mães solos no mundo dos aplicativos de namoro, explorando os desafios que enfrentam e as estratégias que utilizam para buscar relacionamentos saudáveis. Analisaremos se é ou não uma boa idéia para as mães solo usarem esses aplicativos. Será que depois do “match” uma mãe solo pode conseguir seu final feliz?
Deu Match? O Preconceito que Mães Solo Enfrentam nas Busca do Amor
Uma das facilidades que a tecnologia trouxe para nossas vidas, foram os aplicativos. Atualmente, dá para resolver quase tudo pelo celular, inclusive, encontrar um novo par. No mercado, estão disponíveis diversos aplicativos e sites de namoro, mas parece que isso não tem facilitado em nada a vida amorosa das mães solo que usam esse tipo de aplicativo para encontrar seu novo par.
A cada dia mais vemos pessoas se posicionando em relação a vida amorosa da mãe solo. As redes sociais estão cheias de pessoas com opiniões que ditam o que as mães solo devem ou não fazer, como elas devem ou não se comportar, o que elas devem ou não aceitar.
Existem, inclusive, grupos e comunidades que tem o único objetivo de “printar” os perfis de mães solo em aplicativos de relacionamento, para compartilhar nessas comunidades e grupos, e lá fazerem chacota e difamar todas essas mães que não vivem mais um relacionamento com o genitor do seu filho, ou até nunca viveram, que estão em busca de um novo amor.
Tem muita gente que se diz especialista em relacionamento que divulgam suas opiniões e “cospem” regras sobre o homem não aceitar se relacionar com mulheres que já tenham filho, uma mais bizarra que a outra.
E tudo isso, serve para que cada uma de nós reflita sobre o assunto: Será que eles tem razão no que falam? Eles estão certos em não aceitar se relacionar com mães solo? Será que o melhor caminho é usar um aplicativo de encontros? A mãe solo realmente sofre discriminação nos apps?
Desafios das Mães Solo: Discriminação no Mundo dos Relacionamentos Online
O site do UOL divulgou um artigo com o título “Mães solo relatam ter sofrido discriminação em apps de relacionamento”. Mas apesar dessa matéria ter sido divulgada em 2019, esse assunto ainda á atual.
Nesse artigo, a UOL entrevistou algumas mulheres e trouxa a experiência de cada uma delas. E será com base nessas entrevistas que iremos analisar e refletir acerca de todos esses questionamentos. Já adianto que aqui estão descritas as minhas opiniões pessoais, com base na minha experiência vivida, eu já fui mãe solo, e em todos meus estudos a cerca do comportamento humano.
História de Anielle Cristina Silva de 31 anos: Ela relatou que ter conhecido um rapaz de mesma idade e que estavam em um papo muito produtivo e legal, rolando uma conexão maravilhosa fazia duas semanas. Mas, por morarem em cidades diferentes, ainda não tinham se encontrado. Até que ela decidiu ir até a cidade dele. Entretanto, no dia anterior a viagem, Anielle decidiu contar a ele que tinha uma filha. Prontamente, o rapaz desmarcou o encontro e disse que o motivo era porque a família dele não aprovaria.
Ponto 1 (que foge um pouco do assunto, mas que você deve pegar como lição) – Anielle não deveria ter se colocado a disposição de ir até ele. Ele deveria ter se oferecido de ir até ela. A mulher deve ser cortejada, a iniciativa deve ser por parte do homem, caso contrário você estará atraindo para sua vida “homens banana”, homens sem iniciativa. E depois, não poderá reclamar.
Ponto 2 – Anielle precisa entender que não dá para esconder da pessoa que ela espera se relacionar, principalmente quando se deseja quer algo mais sério, mais estável, um compromisso significativo, que se tem uma filha.
Ela até conta que não disse nada sobre a existência da filha porque “não sentiu necessidade” de contar algo tão importante da sua vida. E é justamente o contrário, algo tão importante sobre a sua vida, algo inegociável, precisa ser dito. O outro tem que saber o que é importante para você, o que você não abre mão. Filho não é um time de futebol que você torce para o rival do time dele e tenta esconder, para que ele te conheça antes de te julgar. Filho é algo significativo demais para deixar de fora.
Quando um homem decide não se relacionar com mulheres que tenham filho, isso é um critério, uma uma preferência que ele tem para seleção do seu futuro par e não uma discriminação. E o homem tem todo direito de escolher com que tipo de pessoas quer se relacionar, assim como a mulher também pode escolher não se relacionar com homem quem fuma, ou com homem que tenha filho, ou com um homem que não consiga ir até ela ou pagar um uber para que ela vá encontrá-lo…
Nesse caso, acredito que Anielle errou em não informar sobre a existência de sua filha. Pois isso, fez com que ambos perdessem tempo e gastassem energia com quem não era compatível. Informar só após o encontro presencial não ia mudar o desfecho.
O que as mães solo precisam compreender é que esconder não ajuda em nada. Como eu disse, faz você perder tempo, energia e ainda se frustra no final. E o pior, reforça crenças de que nenhum homem quer uma mãe solo, que mãe solo não pode se separar do genitor, pois ninguém vai querer mulher com filho e muitas outras do mesmo estilo, aprisionando muitas mulheres em relacionamentos abusivos, por acreditarem não ter vida após a separação.
Então, a primeira lição é: Deixe claro quem você é e o que é inegociável para você. Se ele cair fora, ótimo! Não é ele que você esta procurando.
História de Valeria Kirley Dias Alencar de 21 anos: Assim como Anielle, Valeria estava conversando com um pretendente já fazia algum tempo, até que ele pediu suas redes sociais. Assim que ele viu em suas redes que Valeria era mãe, ficou furioso, super agressivo e insultou Valeria, xingando-a de vagabunda e muitas outras coisas.
Essa reação do rapaz foi muito desproporcional, ele foi um babaca sem tamanho. Apesar de ter se sentindo enganado, ele não tinha o direito de ofende-la. Até porque ser mãe é uma dádiva e não há nada de errado.
Deixando claro que Valeria foi uma vítima e como vítima, ela não tem culpa de nada, quero ressaltar que ela poderia ter evitado passar por essa situação tão constrangedora e assustadora, caso já tivesse dito em outro momento mais oportuno, já que estavam conversando há muito tempo, que ela é mãe. Com certeza, ela teria pelo menos poupado tempo e o trauma.
Valeria disse inclusive, que desinstalou o aplicativo por achar que todos os outros poderiam agir da mesma fora, que esse caso não teria sido uma exceção. Ela ainda explicou que ficou com medo e preferiu se afastar dos apps, apesar de já ter sido rejeitada em outros momentos de forma não agressiva.
O que Valeria não entendeu é que cada homem que diz “não” para um relacionamento para ela, a deixa mais perto do “sim”. Que o quanto mais rápido o homem que não quer se relacionar com mulher que tem filho, caia fora, melhor.
Muito diferente do que a maioria pensa, que deve esconder ou evitar falar até que ele esteja envolvido, apaixonado, isso é um tiro no pé! Pois quando alguém tem um critério de “não querer uma pessoas com filho”, significa que não está disposto a viver um relacionamento onde a atenção, tempo, disponibilidade da pessoa estará dividida.
Não adianta “bater o pezinho” e falar que filho não atrapalha relacionamento. Ele realmente não atrapalha que exista, mas todo mundo sabe que as 24 horas do dia não irão aumentar para 48, quando você decidir que vai ter um relacionamento e precisará de mais tempo para equilibrar sua vida amorosa e seu filho.
Você que é mãe sabe disso. Seu filho demanda sua atenção, seus cuidados e sua companhia. E a pessoa que você for se relacionar precisa estar disposta a viver isso.
E essa é apenas uma das mil coisas que podem influenciar na decisão do outro não querer escolher um parceiro que tenha filho. Ele pode não gostar de criança, pode não ter paciência, pode ser um viajante, aventureiro e sabe que com criança fica mais difícil, pode ser muitas outras coisas.
Eu tenho certeza que assim como eu, Valeria e qualquer outra mão solo quer um companheiro que queira estar com ela, que a aceite como ela é, que compreenda que ela tem um filho. Afinal, vai precisar entender quando ela não puder estar presente, quando precisar desmarcar algo, quando precisar voltar cedo pra casa e um monte de coisa que só quem é mãe solo vive.
História de Gabriela Feitosa de 28 anos: Gabriela conta que desistiu dos aplicativos de namoro depois de fazer uma pesquisa, um teste em seu próprio perfil, para ter certeza que a rejeição que mães solo sofrem nos aplicativos não era coisa da sua cabeça.
Ela relatou ter colocado em seu perfil ‘tenho uma filha’ e que a partir daí recebeu poucos matchs e pouquíssimas interações. Em seguida, ela retirou essa informação, e passou a receber muito mais matchs e interação. Entretanto, esses match eram desfeitos ou a conversa morria, sempre que ela contava que era mãe.
Mais uma vez, isso prova que esconder a informação só faz a mãe solo, que já não tem tanto tempo livre assim, perder tempo. Ao meu ver, esses poucos “matchs” eram selecionados. O pretendente já tinha passado por essa primeira peneira, já sabia o que esperar, j;a tinha ideia “de onde estava se metendo’.
Perfeito! Os passos seguintes era conversar, encontrar e ver se outras coisas eram compatíveis para que assim pudessem iniciar um relacionamento.
Gabriela também compartilho que sempre era questionada a respeito do pai da criança ou a razão pela qual foi mãe tão cedo. E esse tipo de questionamento não me surpreende. Acho super válido. Afinal de contas, se eu to querendo encontrar alguém para algo mais que um lance, quero saber um pouco sobre onde estou me metendo.
Gabriela relatou que teve o desprazer de conversar com um cara que a chamou pra sair sem compromisso ‘afinal ela já tinha filha”. Apesar de saber que ele pode ter agido assim porque é apenas um tremendo babaca, quero que você aproveite esse gancho se avaliar.
Olhe para si mesma e seja realista. Observe como você se comporta, quais sinais você emite, o que você pode estar fazendo para que o outro captar a ideia de que você está aberta para receber esse tipo de convite. Claro que a culpa não é dele, claro que ele pode ter agido assim, pois é um acéfalo.
O que quero te dizer é que você só consegue controlar os seus atos, as suas falas, o seu comportamento, não adianta apenas dizer que o outro está errado, que ele não tem o direito disso ou aquilo. Não vai mudar nada. Faça você o que você pode fazer para ter aquilo que você deseja.
Não adiante dizer que não se deve julgar pelo tipo de roupa que uso, pelo que posta nas redes, ou por qualquer outra coisa. Somos seres humanos e vamos julgar sempre. Admita, você também julga. E se sua imagem está passando uma ideia diferente daquela que você deseja, comece a mudar.
Gabriela termina a participação dela dizendo que quando ela marca algum encontro, é sempre com alguém um pouco mais velho do que ela e que também já tenha filhos. Ou seja, será que esse não seria o público alvo que ela devesse mirar?
Será que essas 3 mulheres, Anelise, Valéria e Gabriela só estavam buscando pretendentes no lugar errado, ou seja, idealizaram um homem para elas que não está de acordo a realidade? Pq homens com menos de 30, por exemplo, tendem a realmente, procurar mulheres mais novas e esperamq. elas n tenham filho.
Será que se elas ajustassem o foco para homens mais velhos, mais maduros, que inclusive também tenham filhos, não fosse mais interessante e produtivo para elas?
Será que você também não está passando pela mesma dificuldade, não está encontrando alguém porque está procurando algo incompatível? Será que você não está descendo a régua demais, se desvalorizando e “pegando qualquer coisa”, porque é mãe solo e acredita que nenhum outro vai querer?
Muitas vezes, nos metemos com homens errados, homens incompatíveis porque não nos achamos merecedoras de “coisa melhor”. Afinal, você e eu já ouvimos tanto que ia ficar estragada depois do filho, que ninguém vai querer e etc, que acaba desistindo e aceitando o primeiro que aparece.
O problema é que e no geral são sempre pessoas que não querem nada sério e ficam enrolando. E quando você percebe, já está envolvida, a autoestima já está no chinelo e não consegue se ver em algo melhor.
Se você está vivendo algo parecido com isso, vem atraindo pessoas que não querem nada sério, fica achando que tem o dedo podre, que nenhum homem presta, que ninguém melhor vai te querer: Te convido a conhecer e se inscrever no meu curso “Mãe Solo, Coração Completo”:
Lá você terá acesso as ferramentas e a todo conhecimento necessário para que você consiga encontrar e construir relacionamentos saudáveis e significativos, enquanto também investe em seu próprio crescimento pessoal e bem-estar emocional.
É um curso para mulheres, que assim como você, enfrentam esses desafio que podem surgir durante essa jornada de busca pelo amor verdadeiro.
Esse curso realmente vai abrir seus horizontes, vai te dar uma nova perspectiva e você vai se tornar uma mulher muito mais autoconfiante e decidida, o que vai te ajudar a encontrar pessoas interessantes que realmente estejam em busca do mesmo que você e poderá construir relações mais significativas e felizes.
Qualquer dúvida, manda mensagem para gente em nosso email: contato@lisanapontes.com.br ou deixe aqui nos comentários!

Sou apaixonada pelas possibilidades que o mundo digital nos oferece. Amo pesquisar, ler, explorar, experimentar e falar. Encontrei, aqui, um excelente lugar, onde eu posso “conversar” e compartilhar tudo que aprendo. O que me faz evoluir, crescer e aprender ainda mais.

