Você está apaixonada? Decidiu que está na hora de dar um passo a mais e colocar as escovas de dentes no mesmo pote? Calma ai! Antes de qualquer coisa, é melhor parar e refletir sobre alguns aspectos. E para isso, faça essas perguntas a seu par e também as responda a si mesma, antes de ir morar junto com alguém.
Neste artigo, compartilharei com você as 10 perguntas mais importantes a serem feitas antes de ir morar junto com alguém. Inclusive, esse alguém pode ser o seu par romântico ou pode ser uma amiga. Essas perguntas são bem úteis para te dar clareza nessa sua decisão.
Prepare-se para o Próximo Passo: Aprenda as 10 Perguntas a Serem Feitas Antes de Morar Junto
O autor dessas 10 perguntas é o terapeuta norte americano Jeff Ganter, ele tem um perfil bem legal lá no Tiktok. Ele é o mesmo terapeuta do vídeo das 15 coisas que você deve saber sobre o seu namorado em 6 meses – que está lá no canal do youtube.
Essas 10 perguntas são simples, porém super importantes para que você analise se realmente é uma boa decisão ir morar junto com seu par ou seja quem for. Elas te ajudarão a conhecer melhor seu “colega de quarto” e te darão clareza sobre sua decisão.
1 – Como você imagina que será viver junto com essa pessoa?
E mais! Ao se imaginar vivendo junto, como você e sente? E quão melhor sua vida vai ser agora que você está vendo essa pessoa todos os dias?
Como eu disse, essa lista de pergunta é excelente para casais que pretendem morar juntos. Mas ela também é muito interessante para quem decidiu que vai sair da casa dos pais para dividir um apartamento com uma amiga, por exemplo.
Nesse primeiro momento, você vai estar bem empolgada, inflando o lado positivo, falando e pensando o quão maravilhoso vai ser. E é por isso que essas perguntas são interessantes e extremamente importantes. Elas vão te fazer refletir com mais cautela e olhar para os detalhes.
O ideal é que na hora de responder a essas perguntas, seu parceiro romântico ou parceiro de casa nova, entendam que ambos precisarão de um tempinho e, até mesmo, de certa privacidade. Para respondê-las com total verdade e sem pressa.
Vocês irão precisar se imaginar vivendo com a outra pessoa, imaginar uma rotina com ela, pensar nas coisas que ela já faz, nos comportamentos ou atitudes que ela já tem e que podem te incomodar. Por exemplo: É uma pessoa que não gosta de fazer tarefas domésticas. Ok! Então, como vai ser isso? Como vai ser a dinâmica para manter a casa em ordem? Porque se vocês não decidirem isso agora, antes de entrarem na casa, vai ter problema. Imagine, você, uma pessoa organizada, conviver com alguém bagunceiro, que não da importância para organização da casa.
Lógico que isso não indica que vocês não poderão morar juntos. Entretanto, vocês devem acordar, não só quem faz o quê e quando, dividindo as tarefas – um lava o banheiro, enquanto o outro faz comida, por exemplo – como também podem optar por pagar a alguém para fazer por vocês.
Existem pessoas que tem completo horror a serviço doméstico e pra evitar discussão e agonia, ou vocês podem dividir – cada semana um faz ou quem prefere, pode pagar a alguma diarista para ir lá fazer a parte dela, ou vocês dividem os custos e a diarista vai toda semana.
Quando é casal, super funciona e evita muita discussão e desgaste.
Outra coisa que aprendi com Lara Nesteruk, é sobre a máquina de lavar pratos. Lavar pratos é chato demais e tem casal por ai que discuti por isso todos os dias. E uma atitude simples por evitar atritos: Basta comprar uma máquina de lavar pratos e eliminar esse problema. Pronto! Vários relacionamentos salvos por uma máquina.
A verdade é que se tiver vontade e organizar direitinho, todo mundo sai ganhando e fica feliz.
2 – Serão banheiros separados?
Cada um vai ter seu próprio banheiro para que possam manter um pouco de mistério? Ou você é o tipo de pessoa que pede para que seu par olhe para o “seu trabalho interessante” antes de dar descarga?
No caso dos casais, tem muita gente que acha interessante e válido manter essa privacidade na hora de ir ao banheiro. Mas também tem gente que acha que é bobagem, que tem que saber de tudo. Inclusive, fazer estilo Sheldon da série The Big Bang Theory, e manter um diário com anotações e imagens e compartilhar com seu par. No caso, Sheldon não compartilhava diretamente, mas tem casal que compartilha as fotos no whatsapp, faz análise e tudo. Confesso, que pra mim, isso é demais! Mas, cada um com suas preferências.
Você já precisa pensar em algumas coisas como: Fazer o número 2 de porta aberta ou não? Como você se sente em relação a isso? Quais são os seus limites e os do seu parceiro?
Outra coisa relacionada a banheiro que Jeff não falou, mas que eu acho crucial, principalmente para quem vai compartilhar o mesmo banheiro: é sobre o assento levantado. Pelo amor de Deus! Homens, abaixem o assento depois do pipi… Please!
Outra aspecto bem chato: Por que balançar a mangueirinha depois de fazer seu pipi? Entenda, respinga para todo lado! E deixa o banheiro muuuuito fedorento, e ai demanda lavá-lo mais vezes durante a semana.
Nesses casos, eu sugiro 2 opções:
1 – Fazer seu pipi sentado
2 – Adicionar um mictório
Caso nenhuma das duas opções sejam possíveis, o que restará será lavar o banheiro mais vezes, principalmente o vaso sanitário, que fica respingado.
3 – Como fazer para ambos se sentirem “em casa!”?
Como vocês irão fazer para que a casa seja o lugar de ambos e não o seu lugar ou o lugar do outro? Como você poderá deixar claro para o outro que as suas escolhas são melhores? Ou seja, deixar claro que você tem bom gosto e o outro não? Ou que o seu “bom gosto” é superior?
A verdade é que se vocês precisam fazer dessa futura casa, um lar de vocês, os dois precisarão se sentir bem nela. Cada um vai precisar se sentir “em casa”, ela vai precisar traduzir os gostos e personalidades de ambos.
No entanto, existe essa coisa meio egoísta que cada um de nós carrega, essa ideia de achar que o nosso gosto é melhor do que o do outro. E você vai precisar pensar em como expor para o outro as suas próprias opiniões, sem ser grosseira, sem ser impositiva, mas obviamente, tentar persuadi-lo para aceitar as suas escolhas, sem muita resistência.
Nesse caso, esse movimento não é manipulação, pois não tem a ver com fazer alguém aceitar algo que ela não queira fazer. É apenas influenciar o outro a decidir por algo que representa benefício mútuo.
Por isso, você não vai pressupor que já sabe os motivos para o outro querer algo, você vai escutá-lo. Será através da escuta que você conseguirá entender os motivos dele e ao ouvi-lo, pescar um motivo que o faça dizer sim a sua própria proposta.
Inicialmente, você não deve argumentar nada, você só vai apresentar seus argumentos quando eles forem favoráveis e que combine com as escolhas do outro, encontrando pontos em comum. Aquilo que não tiver em comum com as razões dele, você deverá omitir.
Nesse momento, você irá estar focada, em fazer dos seus argumentos, a solução para aquilo que ele deseja. É como se você fosse perguntando, falando e fazendo com que ele chegue a mesma conclusão que você. Seja pra organizar os móveis na sala, seja para aceitar colocar a TV no quarto.
Por exemplo: Colocar ou não a Tv no quarto? Ele quer e você não! Mas, ele quer ter uma rotina mais saudável. Dormir mais cedo, melhor. Então, você vai começar a falar o quanto não ter a Tv no quarto poderá ajudá-lo com isso.
Mas você também pode ler o livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas, tanto ele quanto o livro Comunicação não violenta, são excelentes para te ajudar não só nas suas relações pessoais quanto nas profissionais, quando o assunto é expor ideias e fazer com que elas sejam aceitas.
4 – Qual a sua renda? Você costuma gastar com bobagens?
Essa é uma pergunta bastante negligenciada, principalmente por nós, brasileiros. Temos sérios problemas para falar sobre dinheiro, mas é um tema muito importante. Principalmente quando você vai morar junto com alguém.
Você precisa saber quanto dinheiro ele ganha, assim como é importante saber como ele lida com esse dinheiro. A pergunta original é a seguinte: “Quanto dinheiro você ganha e em que tipo de coisas estúpidas você gasta, que eu preciso saber para estar bem com você?“
Como será essa parte financeira? Vocês vão dividir tudo meio a meio? Ou ele vai assumir tudo? Ou ainda, ele vai assumir as contas fixas e você as variáveis? Como será a dinâmica financeira do casal?
No mundo ideal, as mulheres seriam princesas que trabalhariam se quisessem, com o que quisessem, apenas para sua satisfação pessoal. Ganhariam o seu dinheiro e fariam o que quisesse com ele. Enquanto o marido seria o provedor do lar, arcando com tudo e sendo feliz com isso, ele estaria satisfeito e radiante.
Mas, no mundo real, não é assim. Muitas vezes é necessário dividir, as vezes a mulher assume tudo, as vezes é o homem. Só quem vive a relação é que vai entender como melhor funciona para os dois. Por isso que é preciso saber quais as coisas estúpidas que ambos gostam de gastar dinheiro, para saber o que pode estar por vir e como lidar melhor com esse possível situação.
Por exemplo, homem gosta de jogo e existem um monte de coisas para gastar dinheiro nesses jogos. Tem roupa de personagem, arma e um monte de coisas que para ele é importante. Mas, para você é bobagem.
Será com esse tipo de coisa que você precisará lidar e entender, ver se será capaz de aturar. Porque, caso aconteça alguma coisa, faltar dinheiro para algo, apertar o orçamento, vocês possam conversar e ajustar. Cada um abrindo mão de algo, sem precisar culpar o outro. Porque para o homem também pode ser bobagem colocar cílios, por exemplo, e para você ser algo de suma importância.
Deu para entender? Precisa ser conversado sim, vocês precisam falar sobre dinheiro! Quem vai ser o responsável financeiro? As vezes não é quem ganha mais, o ideal é ficar na mão de quem lida melhor com dinheiro fazer essa administração.
Não é porque o marido ganha mais que ele vai administrar melhor. As vezes a mulher lida melhor com dinheiro, organiza o orçamento, sabe gerir melhor e não tem nada demais o marido ganhar o dinheiro e passar para esposa gerenciar. Mas isso também não quer dizer que ele não tenha autonomia.
Tudo precisa ser comunicado, conversado, decidido em comum acordo e tudo dará super certo.
5 – Como você lida com pet?
Você gosta de pet? Tem um? Pensa em ter? Ele dorme na cama? Como é que funciona? A pergunta original é “O animal de estimação está dormindo na cama? E, por favor, não entenda mal esta pergunta.”
Essa súplica no final da pergunta é porque quem tem animal de estimação sabe o quanto se apega, e as vezes é até ofensivo. E se um de vocês tem um pet, seja seu par romântico ou sua amiga, ou até mesmo você, a outra parte tem que saber como funciona e você precisa saber como reagirá a isso.
Por exemplo, sua amiga tem um gato e você é alérgica. Vai ficar complicado! Ou seu parceiro tem um cachorro que dorme na cama e você não gosta de tanto chamego assim.
Em qualquer dos casos, é necessário esclarecer e por os limites, para não ter surpresas e conflitos futuros. Inclusive com os dejetos. Tem gente que não lida bem nem se quer olhando para um tapetinho com marca de poça de xixi, avalie mais do que isso.
Então, entender essas coisas, para que você possa se antecipar, vai ajudar a manter a convivência mais tranquila e saudável.
6 – Quais são suas expectativas em relação a intimidade sexual? Você está esperando que role o vuco-vuco todos os dias?
Como vai ficar a intimidade de vocês como casal quando a rotina de trabalho, afazeres domésticos, responsabilidades, cansaço e tudo mais que envolve a vida estiver acontecendo? O que você espera? Porque “descer e brincar no play” todo dia, parece maravilhoso, mas a realidade é bem diferente.No geral, não acontece e não há como isso acontecer.
Essa conversa é super necessária para que o casal vá ajustando e tentem suprir a expectativa um do outro.
Inclusive, essa questão da freqüência do sexo no casamento, é motivo de piada e de muita briga também. Homens e mulheres tem visões e percepções diferentes, funcionam de forma diferente e o casal tem que se achar nesse quesito.
No caso de morando junto com uma amiga, vocês precisam entrar em acordo sobre visitas. Quem vocês vão poder levar pra casa? Pode ser qualquer um que conhecer na balada ou não? Tem que ter X tempo juntos? Não vai ser permitido levar ninguém?
O ideal é que aconteçam esses acordos para que ninguém seja pego de surpresa.
7 – Você precisa de espaço ao chegar em casa do trabalho ou eu já posso subir imediatamente em você assim que chegar?
Aqui é maravilhoso, porque você vai estar procurando saber dele, e também o informando, de como você funciona. Você precisa de um tempo, relaxar, um banho, comer ou já posso te agarrar assim que você passar pela porta?
Cada pessoa tem seu jeito e tem dias e dias. Inclusive, nessa hora, vocês já podem ajustar o que fazer para sinalizar quando não estiverem bem. Cada dia é único, pode acontecer de um dia você chegar em casa e estar muito estressada, chateada e cansada e querer só silêncio. Vai ter dia que irá chegar querendo festa. Vocês podem encontrar um meio de fazer com que o outro saiba como está “sua vibe”.
Mandar uma mensagem de texto avisando, pode funcionar e fazer a convivência ficar mais fácil e gostosa.
Essa dinâmica também funciona com as amigas.
8 – Sinceramente, quando você está no seu telefone eu posso tirá-lo de suas mãos sempre que quiser?
Essa pergunta é para te ajudar a saber como agir de forma que respeite os limites do outro e os seus também. Aqui você já engloba duas coisa. A primeira é : Eu tô com você, preciso, quero sua atenção e você está no telefone, já posso chegar, meter a mãozona no telefone e falar o que to querendo ou você vai precisar que eu espere você acabar o que esta fazendo, para me dar atenção?
A segunda coisa que você já pode ver aqui, que não tem a ver diretamente com convivência, é sobre as senhas. Como vai ser para vocês? Irão compartilhar? Cada um na sua? Como é?
Não existe um modelo certo ou errado. Cada casal vai entender qual a melhor dinâmica para ambos. Aqui em casa, cada um tem suas senhas e ninguém tem acesso a senha do celular do outro. Particularmente, acredito que seja uma boa opção. Funciona muito bem para nós.
Você vai encontrar por ai, principalmente na internet, pessoas que vão ditar que o certo é ambos terem acesso livre a tudo e saber todas as senhas. Não caia nessa. Veja com seu par o que deixará ambos confortáveis.
E não fique na neura que ele não te deu a senha porque tem o que esconder. Pode ser que tenha, mas pode ser que não. Se você está indo morar junto com alguém é porque você confia nele. Se existe alguma desconfiança ou necessidade de saber de cada passo, melhor repensar essa decisão.
As vezes não é nada. Ele só se sente melhor com esse limite.
9 – Quão alto você toca sua música?
Você conhece os gostos musicais do outro? É uma pessoa que ama música? Qual estilo? Se você for uma pessoa que ama música, algo específico, pode até perguntar se ele está pronto para se apaixonar por essa determinada banda ou cantor que você gosta, porque ela não terá escolha, você gosta de musica, de musica alta e vai tocar pelo menos uma vez por dia.
E aqui, vocês vão aprofundando mais sobre os gostos musicas que compartilham e os que o outro tenha e possa agregar a sua biblioteca, sobre limites, quem ouve o que e quando, sobre aplicativos que podem compartilhar e tudo mais que envolva esse mundo.
10 – Com que frequência posso te incomodar se nós dois estivermos trabalhando em casa?
Será que a resposta será: Sempre que eu quiser? Aqui entre nós, se o casal estiver na fase da paixão, vai ser bem isso que ambos vão ouvir. Mas na verdade, as vezes ele vai precisar dar essa prioridade para o trabalho, afinal ele vai estar em horário de serviço. Entretanto o que vale mesmo é falar sobre isso.
E você precisará entender. Além disso, também deve informar sobre seus limites e prioridades no dia.
Conclusão
Veja que toda essa conversa vai ajustar os pontos, identificar o que vocês são diferentes e o que são semelhantes, saber os limites de cada um, sobre rotina e comportamentos aceitáveis.
E todas essas informações vão ajudar a fazer dessa convivência, um excelente ambiente.
Se seu parceiro souber que não pode te chamar para nada enquanto você estiver escrevendo sua tese, seu relatório porque isso te atrapalha ou incomoda, ele vai fazer de tudo para não te chamar. Se ele sabe que você gosta de um cafézinho no meio da tarde, possa ser que ele faça esse agrado.
Conhecer bem a si mesmo, ao outro e fazer com que ele te conheça é sensacional. Vai deixar o dia a dia muito mais leve e gostoso. E essa união será ainda melhor.
Se você está pensando em morar com alguém, ou até já mora, não perde tempo e manda esse post para ele, tenho certeza que vocês irão melhorar a convivência e a relação.

Sou apaixonada pelas possibilidades que o mundo digital nos oferece. Amo pesquisar, ler, explorar, experimentar e falar. Encontrei, aqui, um excelente lugar, onde eu posso “conversar” e compartilhar tudo que aprendo. O que me faz evoluir, crescer e aprender ainda mais.
